O que acontece se anotarmos os nossos pensamentos, se tivermos papel e caneta à mão para os escrevermos e olharmos de fora como palavras e ideias que são?
O que acontece se em vez de embarcarmos neles, alimentando-os, apenas os observarmos?
Não falo dos pensamentos úteis, aqueles que usamos como raciocínio para procurar uma solução, planear uma viagem ou organizar a agenda. Falo dos outros, mais frequentes que surgem sem sabermos exactamente de onde. Dos que não nos são úteis nem reais, dos que fantasiam, dos que boicotam, dos que nos fazem fugir do agora. Aqueles que vêm do passado, do medo, da insegurança, da zanga. Os que murmuram ou mesmo gritam numa ladainha sem fim. Aqueles a que damos razão e que ouvimos.
E se os escrevermos? Talvez olhando de fora nos apercebamos que temos uma Mente que mente.
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