segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Salada Marroquina (adaptada)

Meus queridos, aqui vai uma receita muito saborosa de salada marroquina cedida pela minha amiga Sofia. Entre parêntesis estarão os alimentos pelos quais substitui os originais. Isto porque como alguns de vocês sabem por razões de saúde não costumo consumir produtos com glúten nem lactose. Bom apetite!

INGREDIENTES PARA 6 PESSOAS
  • 175 g de cuscuz (substitui por quinoa)
  • 1 punhado de cebola finamente picada
  • 1 pimento verde pequeno, sem sementes e picado
  • 1 pedaço de pepino de 10 cm, picado
  • 175 g de grão-de-bico enlatado, escorrido e lavado
  • 2 laranjas
  • Sal
  • Pimenta
MOLHO DA SALADA MARROQUINA
  • Casca ralada de 1 laranja
  • 1 colher de sopa de hortelã fresca, picada
  • 150 ml de iogurte natural (substitui por yogurt de soja)
PREPARAÇÃO DA SALADA MARROQUINA
- Coloque os cuscuz numa tigela e cubra com água a ferver. Deixe ficar de molho durante 15 minutos para os grãos incharem e depois mexa-os suavemente com um garfo para os separar. (Se optarem por quinoa, cozam durante 20 minutos com a água em dobro da quantidade de quinoa)
- Junte a cebola, o pimento verde, o pepino e o grão ao cuscuz, mexendo até ligar tudo bem. Tempere bem com sal e pimenta.
- Para fazer o molho, coloque a casca ralada de laranja, a hortelã e o iogurte numa taça e misture até obter um preparado homogéneo Deite sobre a mistura de cuscuz e mexa bem.
- Usando uma faca afiada de serrilha, retire a casca e os caroços às laranjas. Corte a polpa em gomos, retirando todas as membranas.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Creme de cenoura com Gengibre e Laranja

Receita adaptada do livro "Dias com Mafalda"

3 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
4cm de gengibre ralado e descascado
1kg de cenouras às rodelas

Cozinhar em lume brando durante cerca de 13 minutos

Adicionar

3 chávenas de caldo de legumes

Cozinhar até a cenoura estar tenra e moer. Juntar sumo de meia laranja e servir

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Da morte


Agarramo-nos à dor como se ela nos desse identidade, para perpetuar a existência do outro que perdemos, impedindo-nos de viver.
Repetimos comportamentos, anunciamos a nossa própria morte em vida, decretamos a morte do nosso ser em prol do que foi que não conseguimos libertar.
Choramos a perda do outro demasiado tarde, quando todo o mundo parece já ter esquecido, aceitado e seguido em frente. Tornamo-nos alienígenas no nosso luto tardio e culpamos o mundo por já não podermos chorar.
Passamos a viver voltados para trás, de costas para o agora como se nada mais existisse do que a certeza que nada voltará a ser igual. Contemplamos as memórias revivendo-as em rodopio na nossa cabeça, boicotando o bom do momento presente, como se já nada de bom pudesse acontecer agora que ficámos sem um bocado de nós.
É assim quando numa morte morrem dois em vez de um.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Algures pelo caminho


Cada um de nos quando era bebé, era fiel a si mesmo e às suas necessidades. Comíamos quando tínhamos fome, procurávamos colo quando precisávamos de mimo, riamos quando tínhamos vontade e chorávamos lágrimas gordas quando estávamos tristes. Éramos o que éramos. E repare como falo em bebés e já não em crianças quando começamos a condicionar-nos.
Um bebé não tem vergonha de se apresentar como é, nem almeja ser algo que não um bebé. Não se projecta no futuro nem ancora os pensamentos no passado. Vai vivendo o presente e respondendo às situações, tentando colmatar as necessidades que sente, sejam elas sono ou fome, a vontade de rir ou chorar.
O que aconteceu para à medida que o tempo passava nos irmos afastando do real, de sermos o que somos?
Arranjamos constantemente formas de fuga, comendo quando não temos fome, porque não queremos sentir nem ouvimos o estômago gritar que já está saciado. Evitamos chorar porque parece mal mas somos capazes de gritar com o nosso filho porque ele pede atenção. À noite sofremos insónias pelas preocupações com o que virá. Esquecemo-nos de rir porque a cabeça já está noutro lado que não com o outro que se senta à nossa frente. Sentimo-nos frustrados por querermos realizar-nos como algo que não somos.
Sempre que desabitamos o corpo, que fugimos para o mundo dos pensamentos, que negamos uma parte de nós ou que evitamos sentir o momento presente, não estamos a ser verdadeiros na nossa existência. Evitamos o “mau” esquecendo que a mente é entidade de hábitos que facilmente se habitua a fugir também do “bom”.
As pessoas mais felizes que conheço são aquelas que estão em contacto. As que sofreram, que o assumem, que choram quando sentem necessidade, mas que não se prendem à dor e permitem-se estar presentes no aqui e agora. São as que se fartaram de sofrer e decidiram olhar à volta e apreciar o que está a acontecer.
Poucas serão aquelas que não tiveram que trabalhar nesse sentido. Até porque o nosso mundo valoriza o intelecto, o moer e remoer, o raciocínio e considera quem vive na mente como pessoa inteligente que é coisa para elevar o ego. Mas a paz e a felicidade não residem no ego, nem na mente. Residem no bebé que aceita o que é, como é.
Procuremos então ouvir o corpo, libertar o passado e o futuro e aceitar o agora. Procuremos sentir-nos por dentro, habitar-nos e satisfazer a necessidade do agora. E permitamo-nos estar e ser. Em paz.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Vago








Deparo-me muitas vezes em consulta com a incapacidade de alguns pacientes responderem a uma pergunta aparentemente simples “Como se sente agora?”. São capazes de me descrever como se têm sentido ao longo do dia ou nas últimas semanas, mas as palavras “agora, neste momento” têm o condão de os baralhar como se fosse absolutamente impossível estar ciente do que se passa dentro de cada um a cada momento.

Normalmente peço-lhes para escutarem o que o corpo diz, fazerem um scan desde a ponta dos pés até à raiz dos cabelos, dando atenção às tensões ou ausência delas, à respiração, aos batimentos cardíacos. O corpo é uma óptima ferramenta para avaliarmos o nosso estado emocional. Normalmente está é desabitado.

Até há bem pouco tempo vivi em regime de coabitação com o meu corpo, qual casal separado que vive debaixo do mesmo tecto por falta de opção. Começámos a reconciliar-nos há uns meses, quando ele gritou mais do que um grupo de deputados na assembleia.  Hoje fazemos terapia de casal. A maior parte das vezes queixa-se que não o oiço. Calculo que seja verdade - habito-o pouco. Sempre pensei que ele estaria ali para mim, que era meu para que o usasse a meu bel-prazer. Nunca o vi como entidade que precisasse de atenção ou que o que me tentava dizer era de facto importante. Afinal temos uma relação a dois a ser trabalhada. Ele bem podia querer divorciar-se de mim. Teria uma justa causa.

Festival Zen

Festival Zen

É já dia 3 de Março :)