Silencie a sua mente. Não lutando
contra ela, não tentando forçadamente parar os pensamentos, mas aceitando-os e
deixando-os fluir. Observe-os mas não se identifique com eles. É mais difícil
do que pensava? Ou mais fácil?
Para a maioria das pessoas, será mais
difícil. A verdade é que a maioria de nos vive centrado na sua mente, no que
tem que fazer, nas recordações, no bom que era se…Podemos dizer que vivemos
subjugados por esta mente, por uma torrente ininterrupta de pensamentos que
tantas vezes nos causa insónias, nos impede de ouvir com o corpo todo a pessoa
que está a falar connosco, ou mesmo de ler estas linhas. A verdade é que a
mente costuma servir-se de nós e não o contrário. Em vez de a usarmos a nosso
favor, enquanto ela é necessária para planearmos algo, para fazermos cálculos,
para trabalhar, deixamos que ela dite os nossos estados emocionais, provocando
tristeza, ou medo ou nostalgia.
Lembre-se que sempre e enquanto viver
na sua mente, está a tirar de si, está a privar-se de viver. Porque a vida
acontece no agora, no fluir.
“A mente procura sempre negar o Agora e escapar-lhe. Por outras palavras,
quanto mais o leitor se identificar com a sua mente, mais sofre. Ou vamos
dizê-lo desta forma: quanto mais for capaz de dignificar e aceitar o Agora,
mais livre está da dor, do sofrimento…e livre da mente egocêntrica
(…)
Perceba em profundidade que o momento presente é tudo o que alguma vez
terá. Torne o Agora o foco principal da sua mente.”
Eckhart
Tolle
“A
prática do poder do Agora”
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