O primeiro passo é esvaziar a cabeça.
O primeiro passo para quê? Para o agora, para a libertação de condicionamentos,
de angústias, de negativismo, de incertezas, ou, em casos mais graves, de medo
paralisante, depressão, ou qualquer outra coisa que nos impeça, mesmo que por
momentos, de fazer o que queremos fazer.
A verdade é que o Agora, tal como
Eckhart Tolle tanto enfatiza nos seus livros, o seu experienciar em pleno,
livre de pensamentos, de julgamentos e mesmo de falsas observações feitas com a
cabeça, em si nada de terrível contém. Se cada um de nos parar neste preciso
momento e olhar em seu redor, vê talvez o sol, ou as nuvens, ou pessoas que
conversam, talvez sinta a sua respiração, os batimentos cardíacos ou qualquer
outra coisa que, por si só, por ser apenas o que é e nada mais, não contém em
si qualquer fonte de stress, ou tristeza ou angústia.
É quando a mente interfere e nos leva
para fora do momento presente, tentando reviver o passado ou projectar-se no
futuro, que surge o negativismo, ou não, ou talvez só a fantasia de algo de bom
que esperamos. Mas até essa espera por uma realização no futuro, algo que
quando e se acontecer nos irá fazer felizes, não é real e é impeditiva de viver
a única coisa que temos por certo: o Agora.
Poderá pensar que no Agora tem
problemas, não ganha o suficiente, não tem o trabalho que deseja ou que daqui a
pouco terá que ir buscar o seu filho à escola e que está trânsito e que chegará
atrasado como de costume. Deixe-me que lhe diga: o Agora de que falo é mais
profundo, é mais “presente” do que isso. É este exacto momento. Experimente
parar por uns momentos. Esse momento é o Agora. Esse exacto momento em que se
permitiu parar e não pensar. Nesse preciso momento nada há de contas para
pagar, não existe o depois, mesmo que esse depois seja daqui por 5 minutos.
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